Férias à séria é com babywearing, parte 2

por Nuno César Nunes

A entrada em férias antecipa grandes emoções, como a contagem decrescente até ao início das férias, mas também desafios de igual dimensão, como fazer caber a tralha toda no porta-bagagens do carro. Na semana passada aflorei estas emoções e desafios, hoje trago um tema polémico.

A coragem de deixar o carrinho de bebé em casa

Acredito que muitos casais fiquem hoje surpreendidos, tal como nós ficamos, com a quantidade substancial de energia despendida na escolha do carrinho de bebé. Tem que ter tudo: agilidade, versatilidade, longevidade, segurança, estilo. O nosso tem quatro suspensões independentes, uma em cada roda. As rodas são de espuma para resistir a todos os terrenos e situações climatéricas, sem perder o conforto. Permite a aplicação do “ovo” através de redutores, a construção de uma posição alcofa, a alteração para uma posição sentado, na qual podemos escolher várias inclinações. E a cereja no topo do bolo: permite aplicar 2 assentos e transportar 2 bebés.

Tão ágil e versátil que pesa 15 quilos.

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Fotos por Nuno César Nunes, All Rights Reserved

Tem apenas um senão: na altura de ir de férias, terei que escolher entre ter comigo a Millennium Falcon do transporte de bebés ou… as malas com a nossa roupa. Isto porque toda a sofisticação que há 3 anos atrás era nada menos do que obrigatória, ocupa o porta-bagagens do carro por inteiro e já lá não cabe mais nada.

Compramos outro!

Todos os pais rapidamente percebem que a solução para este problema é muito simples: basta comprar outro carrinho de bebé. Menos versátil, mas mais compacto. De preferência daqueles que têm um pedal para o fechar e ocupar menos espaço durante o transporte. E assim o fizemos. O ano passado, tinha o nosso rapaz cerca de 18 meses, fomos de férias e lá tínhamos o carrinho de bebé compacto pronto a estrear.

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Fotos por Nuno César Nunes, All Rights Reserved

Todos os dias fechei o carrinho de bebé dentro de casa e carreguei-o até ao carro. Coloquei-o no porta-bagagens e lá permaneceu até chegarmos ao destino, altura em que o voltava a retirar e em que o voltava a armar. Lá o empurrava até onde queríamos ir e depois de volta para o carro e reinicia a rotina: fechá-lo, arrumá-lo na mala do carro, transportá-lo até casa, retirá-lo, armá-lo novamente e tê-lo novamente disponível para reiniciar todo o processo no dia seguinte. E assim continuámos a repetir o ritual durante as nossas 3 semanas e 3 dias.

Nesses 24 dias de férias o meu rapaz andou no carrinho de bebé exatamente 1 vez. Exatamente 5 minutos…

Antes do meu rapaz nascer e nas nossas primeiras férias, confesso que me faltou a coragem. Agora já não. Um pano é mais leve, mais fácil de transportar, mais fácil de arrumar e muito mais fácil de pôr e tirar.

Em férias à séria, o carrinho de bebé fica em casa.

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Fotos por Nuno César Nunes, All Rights Reserved

E se as minhas ideias não vos convencem, levem o carrinho, mas não deixem de levar o pano. Na próxima jornada vamos exatamente ver a importância de termos um “porto seguro” para o nosso bebé durante as férias e como o pano pode fazer a diferença.

 

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