Natal à séria é com Babywearing, parte 5

E depois do Natal, vem a passagem de ano. Nas últimas quatro semanas trouxe-vos algumas ideias pelas quais acho que Natal à séria é com babywearing. Começámos com as estratégias de Natal, prosseguimos com a azáfama das compras, decidimos esquecer a lista de compras e oferecer porta-bebés a todos e vimos como preparar a ceia de Natal em sossego graças ao babywearing.

Mas da forma como estou habituado a viver esta quadra, o Natal não se fica por aqui e a passagem de ano sempre foi mais uma etapa daquilo a que chamo Natal. Assim, nesta derradeira jornada sobre Natal à séria é com babywearing, resolvi alongar-me sobre a passagem de ano.

Ano novo, vida nova

Esperar pelas doze horas para mudar de vida. Reunimos esperança e força de vontade, fazemos resoluções e atiramo-nos de cabeça para um novo ano. De copo na mão e sorriso nos lábios, a espalhar o estilo pela festa onde estamos com a nossa roupa mais sensacional e com os nossos mais queridos por perto…

Espera, quando há crianças pequenas cá por casa isto já não é bem assim…

O copo vai estar na mão, mas é possível que seja um daqueles copos Duktig do Ikea, o verde ou o rosa, mais concretamente. E o sorriso vai estar nos lábios, mas os olhos vão estar pequenos e cansados. E vamos espalhar o estilo, e por estilo entenda-se brinquedos. E até podemos ter uma roupa sensacional, que vai estar coberta de pedaços de comida. E tudo isso vai ser sinal que temos os nossos mais queridos por perto!

Os desejos também mudaram ao longo do tempo. Passaram de “Ducati 748” para “saúde e felicidade para os meus miúdos”. Não que não queira a Ducati, mas só temos direito a doze desejos e um pai tem que gerir prioridades.

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Foto por Jared Earle, CC BY-NC-ND

Mas, então e o babywearing!?

Muito útil para a noite mais louca do ano. Em vários momentos e circunstâncias, quer queiramos descanso ou farra até partir, um bom porta-bebés vai ser fundamental.

Começa por ser útil logo que os miúdos comecem a perder gás, mais ou menos quando a festa estiver a começar. Um porte nas costas vai deixar o miúdo sossegado, quiçá até adormecê-lo e vai-vos deixar leves e suaves como uma libelinha, de mãos livres para brindar, conversar e celebrar e com mobilidade suficiente para fazerem o que quiserem, até para dar um pé de dança

E se a criança realmente adormecer, nada como transitá-la para uma cama e, caso o vosso porta-bebé eleito tenha sido um pano, podem transformá-lo numa manta. Tem o cheirinho a que o miúdo está habituado, é longo, grosso e quente, vai aconchegá-lo na perfeição.

Mas a utilidade não fica por aqui. É que a festa mais louca do ano é barulhenta e a criança pode acordar. E quem nunca experienciou o selvagem acordar a meio da noite de uma criança ensonada? Duas voltinhas e de volta para o pano. Aconchegadinho para acalmar e talvez até voltar a dormir. E mesmo que não tenham ido para a farra e estejam só por casa, eventualmente até já deitados, quando começar a soar o bater nas panelas dos vizinhos, o pano vai ser como um oásis durante uma caminhada pelo deserto.

Vistam-se para impressionar

Mais uma vez, qualquer que seja a escolha para o vosso serão, não fiquem empanados e escolham um roupa que vos fique a matar. Apesar de tudo, é a noite mais louca do ano, mesmo que essa loucura seja apanhar pedaços de brócolos do chão ou arrumar os legos numa caixa.

Até porque a estética é um dos fatores mais importantes na escolha de um porta-bebés e acreditem ou não, é muito fácil para os papás se parecerem com o 007 a carregar um bebé e para as mamãs ficarem deslumbrantes com um bebé. Estas mães que o digam, que casaram com um porta-bebés por cima do vestido…

Espero que tenho gostado desta sequela e conto com as vossas ideias e comentários, quer concordem com o que digo, quer discordem dos meus devaneios. Mas acima de tudo…

Com um ano novo preparado, #ninguemficapendurado

Feliz 2017

Foto de topo de página por Florian Rohart, CC BY-NC-ND