Apertadinhos e Up To Kids

Começou com um artigo porreiro que encontrei no Facebook. Depois outro, desta vez recomendado pela esposa. Depois um like. Depois outro e outro e acabou por se transformar numa referência para mim, como pai e como blogger.

Up To Kids

Até o nome é porreiro, porque acaba por refletir algo em que acredito. Acredito que os miúdos devem receber o máximo de autonomia possível nas suas escolhas, o mais cedo possível.

Cada vez mais a sociedade e a vida se tornam mais complexas e frenéticas e acho de especial importância que os miúdos aprendam a “pensar com os seus botões” e façam as suas escolhas e as suas decisões com convicção, confiança e responsabilidade.

Porque por muito que queiramos ajudar e proteger e apoiar e suportar, mais cedo ou mais tarde vai surgir uma situação em que o miúdo tem que se desenrascar sozinho.

No fundo, porque mais cedo ou mais tarde, it’s up to them.

up-to-definitionFonte: www.google.com

Um desafio

Passado algum tempo, preenchi o formulário de feedback onde podemos sugerir parcerias. Não temos muito a oferecer, mas temos gostado muito de escrever sobre babywearing aqui no blog e propusemos escrever um guest post para o Up To Kids, também sobre babywearing.

A resposta foi imediatamente positiva e depois trocámos algumas mensagens para afinar o tema  e escrever algo que fosse realmente interessante e que trouxesse valor aos leitores, visto que a Up To Kids já tem artigos com uma introdução ao babywearing, sobre como escolher o porta-bebé certo e nos quais se debate se se trata de uma nova moda.

Babywearing no dia-a-dia, uma perspetiva familiar

Sentimos que havia espaço para mais, algo diferente. Algo que falasse pouco dos estudos e das tendências e dos efeitos. Algo que se descolasse dos argumentos e que falasse de como é no dia-a-dia, que descrevesse as banalidades quotidianas onde esta prática faz a diferença, sem estar muito preocupado com conceptualizações e teorias.

Algo simples, direto, cru, que representasse o que se vive realmente no dia-a-dia. Na perspetiva da mãe. Depois na perspetiva do pai. E depois na perspetiva da criança.

Mas não podíamos fazer isto sozinhos. Sabemos do nosso dia-a-dia, mas um texto destes não seria completo se mostrasse apenas as ideias destes 4 apertadinhos. E assim comecei a indagar o que levava as mães e os pais a carregar os seus bebés e que efeito sentiam nos seus filhos. Recolhi várias ideias e contributos, em conversas, mensagens privadas no Facebook e trocas de informações em grupos.

Um contra-desafio

A matéria era muita e fomos escrevendo. O texto saiu longo, mas deixou-nos felizes.

Dá para três posts, podemos abrir uma página de autor para o Apertadinhos.com e passarem a escrever com regularidade para o Up To Kids.

Passámos de um guest post para 3 posts e depois para ter um perfil de autor. A Julia assustou-se um pouco, porque escrever mais exige ainda mais tempo mas eu, que cada dia que passa acredito mais que um dia ainda me torno escritor, fiquei super entusiasmado.

E assim começamos, primeiro com a perspetiva da mãe, depois com a perspetiva do pai, e por fim com a perspetiva da criança, sempre na Up To Kids.

Agradecimentos

Este post foi muito divertido de escrever, especialmente pela recolha de informação que exigiu. Um pai e uma mãe não podem achar que sabem tudo sobre babywearing e nada como reunir várias ideias de outras famílias.

Assim, além do agradecimento natural à Up To Kids, por aceitar o nosso desafio e retorquir com outro ainda maior, fica aqui um especial obrigado ao grupo do Facebook Babywearing Love Portugal onde encontrámos um ambiente aberto para recolhermos diversas opiniões e comentários e um grande bem haja a todos os pais e mães que partilharam a sua experiência connosco e que nos proporcionaram a matéria prima para este post.

Hoje, somos mais ricos devido a esta maravilhosa comunidade.

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