Mãe cansada de babywearing 

Tenho dias que fico cansada de babywearing. Sou só eu?

A passear…

Quando vamos passear e tenho que convencer o meu filho de três anos que está na hora de voltar para casa e ele não quer. E eu com a Irene nas costas ajoelhada no chão para falar com ele. E ele aos gritos e a fazer birra. Nestes momentos, olho com inveja para mães com miúdos sentadinhos calmamente nos carrinhos-de-bebé e penso que se tivesse levado uma bengala talvez não estaríamos a ter esta discussão feia no meio da rua.

A fazer compras…

Quando vou às compras e acabo por voltar carregada como um camelo com compras na mão esquerda, o meu filho mais velho pela mão, na direita e claro, a mais nova nas costas. Olho com inveja para as mães que podem colocar os sacos com compras por baixo do carrinho de bebé.

Quando me dói as costas…

Quando tenho dores nas costas, mas sei que a única maneira de pôr a minha filha dormir é no pano, penso que era tão bom de adormecê-la no carrinho. Até me podia sentar e só balançar o carro para a frente e para trás até ela adormecer.

Tenho dias assim. Ou tenho momentos assim. E depois a minha bebé aconchega-se e pousa a cabecinha no meu peito, depois começa a respirar mais profundamente e dentro de alguns minutos já dorme. E eu posso encostar a minha bochecha a cabeça dela, cheirá-la (adoro cheiro dos meus bebés) e beijá-la e já não me queixo.

Naaaaaaaa…

Não trocava o babywearing por nada. Não é só por dar uma proximidade grande aos bebés. É também porque estou a receber uma grande recompensa que nunca ninguém me disse que existia, que é o aconchego do bebé adormecido, coladinho a mim. É uma sensação tão boa que só mesmo experimentando. E quem nunca o sentiu não vai perceber do que estou a falar.

Mas há também mais uma coisa. É que desde que a Irene nasceu que praticamente deixei de carregar o Gustavo. Sempre que saímos, ele vai a pé sozinho para todo o lado. O que é uma lição de autonomia para ele, e uma grande lição de paciência para mim! Mas isso, fica para um outro post